Profissional do Futuro: Quais serão as habilidades fundamentais no pós-pandemia?

Há pouco tempo vivíamos no piloto automático – até que a Covid-19 pegou todo o mundo de surpresa e mudou todos os nossos planos para este ano. Tudo está mudando abruptamente, os negócios estão se digitalizando de maneira acelerada e novas demandas vão surgindo em todos os elos da cadeia de produtos e serviços. Ao mesmo tempo nunca valorizamos tanto as mentes mais criativas e resilientes. 

Uma coisa é certa, quem não se adaptar ao novo – vai ficar para trás (sejam empresas ou profissionais que queiram seguir fazendo o mesmo). Vivemos agora mais do que nunca uma verdadeira corrida frenética por inovação e novas tecnologias. A mudança cultural é tremenda e a digitalização dos negócios é sem volta. Então fica a pergunta: Se quase tudo tende a automatizar, o que eu tenho a oferecer?

O diploma ainda é de suma importância para algumas áreas, mas não mais obrigatório para outras. As empresas mais inovadoras do mundo, como a Google, IBM, Stone, Facebook e Amazon não exigem diploma e não pedem que enviem currículos e sim “portfólio” – elas se baseiam em habilidades-chave. O mais importante para elas é o nível que as pessoas possuem nas habilidades relevantes à oportunidade. 

Vivemos cada vez mais imersos em algoritmos e grande parte das atividades podem ser automatizadas. O profissional dos próximos anos, portanto, precisará ser um articulador de redes, um curador de conhecimento e ter mais flexibilidade cognitiva – que consiste em ampliar o pensamento e buscar soluções coletivas e mais complexas. 

É questão de tempo, mas muito do que conhecemos hoje será totalmente automatizado a partir de sistemas que combinam máquinas com processos digitais. “Nós moldamos as nossas ferramentas, e depois nossas ferramentas nos remoldam”, dizia o famoso filósofo Marshal McLuhan. 

O trabalho humano está passando por uma transformação profunda e está claro que a inteligência artificial junto à pandemia eliminarão muitos empregos que conhecemos hoje, no entanto, novas profissões também irão surgir. Teremos mais tempo para o pensamento humano mais complexo, terceirizando tarefas automáticas ou de cálculos simples. O contexto pode não ser catastrófico como preveem alguns filmes e séries de ficção científica.

Segundo números levantados pelo CareerBuilder, um dos maiores sites de busca de emprego dos Estados Unidos, 45% dos gerentes de RH consultados disseram que não conseguiram preencher vagas abertas por falta de profissionais habilitados para elas. 

Para Martha Gabriel, considerada uma das principais pensadoras digitais no Brasil e autora do livro “Você, Eu e os Robôs”, analisando os inúmeros estudos e tendências de impacto da tecnologia no trabalho, podemos condensar em 4 tópicos as principais habilidades que precisamos desenvolver neste século:

1- Pensamento Crítico

Em ambientes com ritmo de mudança acelerado, não dá tempo de esperar alguém analisar os acontecimentos para fundamentar nossas decisões. Quanto mais completo se torna o ambiente, mais essencial se torna a habilidade de aprender a pensar sozinho, criticamente, para validar e relacionar informações, de forma a perceber ameaças e oportunidades emergentes.

2- Criatividade & Experimentação

Se o ritmo de mudança é acelerado, os problemas e oportunidades do passado são diferentes dos que surgem hoje, requerendo, portanto, soluções novas. Assim, precisamos de criatividade para solucionar situações inéditas, que normalmente requerem experimentação e aceitação de processos de tentativa e erro para gerarem resultados em ambientes com alto grau de incerteza.

3- Conexão (com pessoas e tecnologia)

Quanto maior a complexidade do mundo, mais interdependentes nos tornamos – tanto com pessoas, quanto com tecnologias. Assim, desenvolver networking intencional e aprendizagem contínua de tecnologias nos conecta com as habilidades complementares de outras pessoas e funcionalidades tecnológicas para que consigamos ser mais sofisticados e obter melhores resultados.

4- Resiliência

Em ambientes com alto grau de incerteza e que requerem processos de tentativa e erro, a resiliência é essencial para não desistirmos nas tentativas frustradas e conseguirmos praticar a criatividade e inovar. Sem resiliência, não conseguimos progredir em ambientes complexos. Portanto, desenvolver a habilidade de resistir e continuar em circunstâncias adversas é a base das demais habilidades para o sucesso.

Uma coisa é certa, conforme o mundo vai passando por esta rápida mudança do analógico para o digital, a inteligência emocional –  como autoconsciência, autogestão, conscientização social e gestão de relacionamentos, será um requisito essencial para o sucesso nos próximos anos. 

OPORTUNIDADE

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Beatriz Bevilaqua, jornalista e comunicadora de empresas disruptivas.

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